Pedágio na BR 324: “Primeiro a gente cobra. Depois a gente faz”
As obras de construção da primeira central de cobrança aonde serão instaladas cancelas eletrônicas, para cobrar de milhares de usuários que irão trafegar pela BR 324 diariamente, com destino a Salvador ou de Salvador às diversas localidades até Feira de Santana, já foram iniciadas e pelo visto, as taxas vão ser pagas pelos motoristas de carros pequenos, caminhões e Ônibus antes mesmo da reconstrução da rodovia. A ironia ou criatividade do motorista, um bordão plagiando o empresariado brasileiro, já está na ponta da língua. O pedágio da BR 324: primeiro a gente cobra depois a gente faz. Pelo menos, é o que deixa transparecer que o usuário vai pagar a conta para depois ter a rodovia em condições digna de sua utilização para o tráfego.
Como se vê, sobra criatividade na cabeça do motorista brasileiro, entretanto, faltam vergonha na cara dos nossos políticos brasileiros. Não faz muito tempo à instalação do Pedágio da Estrada do Côco e o prefeito de Camaçari Luiz Caetano, do PT, era oposição ao governo do Estado e contra a instalação de cancelas eletrônicas generalizadas. Mobilizou sua tropa de choque para reivindicar a construção de vias paralelas para evitar que diversas comunidades ao longo da rodovia, fossem penalizadas pelo pagamento da taxa do pedágio para entrarem e sair de suas localidades. Caetano, através da Prefeitura de Camaçari, construiu algumas vias de acessos para beneficiar moradores residentes nos limites do município. Impetrou liminares na justiça contra o Consócio Litoral Norte, detentor da concessão da rodovia pedagiada e tomou outras providências.
Vamos esperar agora, que o PT governo, tenha o mesmo sentimento em favor das várias localidades ao longo da BR 324 que não têm condições de pagar a taxa de pedágio diariamente.
O baiano não é e não será contra ao pedágio, por entender que o governo é mau administrador, principalmente, quando se trata da conservação de rodovias em todo país, tendo em vista, a corrupção na contratação de obras de péssimas qualidades e a rodovia sob cuidados da iniciativa privada, se fiscalizada pelos órgãos competentes, pode dar certo. Quando a rodovia é de qualidade, oferecendo boas condições de trago, o usuário paga o pedágio sem regatear. Basta o governo e a sociedade civil devidamente constituída e organizada, fazer valer o cumprimento da lei que rege o contrato de concessão desses equipamentos para a iniciativa privada.