Sábado , 19 de Agosto de 2017
 
Bahia
Publicada em 17 de Junho de 2017 ás 11:58:18

Presidente da FBF bate-boca com árbitro em curso de gestão

Foto Divulgação

Dirigente na FBF há mais de 25 anos, Ednaldo acusou participantes de infiltrados e um árbitro de adulterar súmula, no que foi rechaçado com afirmação de responder vários processos inclusive por falsidade ideológica

Um momento constrangedor foi protagonizado na noite de sexta (16) na abertura do curso de estão promovido pelo Governo da Bahia por meio da Sudesb – Superintendência de Desportos do Estado da Bahia, durante o curso de Qualificação de Gestores de Ligas de Futebol, na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que reúne 13 municípios na presença de aproximadamente 50 pessoas.

Depois da palestra do superintendente da Sudesb, Elias Dourado, do presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues, e do subsecretário do Ministério dos Esportes, André Argolo, a palavra foi aberta aos participantes e o árbitro Deive Pacheco Rebouças, formado em 2002 e com diplomação na CBF, que foi afastado dos gramados pela atual gestão da FBF, perguntou ao subsecretário do Ministério dos Esportes, o que “ele achava da pesquisa norte-americana que indica o Brasil como o país com a pior gestão esportiva, e se ele atribuía à perpetuação de poder e falta de transparência nas entidades“ como a aponta a pesquisa?

O representante do Ministério dos Esportes disse que “o ideal seria mandato de 4 anos”, mas que aquele não seria o momento para “fazer política”, mas um curso de aperfeiçoamento.

Indignação

Irritado ou achando que a pergunta teria ele como alvo por estar há 18 anos na presidência da FBF (Federação Bahiana de Futebol), Ednaldo Rodrigues (o 8° mais antigo no poder esportivo no Brasil), saiu teoricamente em defesa e disse que “se alguém tinha restrições ao governador, que fosse à Governadoria pedir audiência. Se tem divergências com a FBF que fosse tirar informações na entidade, o mesmo acontecendo com a Sudesb”, que organiza a formação.

Disse também que o mandato dele vai até janeiro de 2019 e que hoje Bahia e Vitória e os clubes têm votos diferenciados na eleição, o que tem uma gestão “transparente”.

Ainda demonstrando indignação com a presença de alguém que ele “chamou de infiltrado”, o presidente acusou o árbitro de ter “adulterado súmula de jogo”.

O árbitro Deive Pacheco retrucou afirmando que quem respondeu vários processos, inclusive por falsidade ideológica no Caso Liédson, é ele, que também tem tramitando na Justiça acusação de violação de sigilo de e-mail e perdeu ação de difamação contra jornalistas nas primeiras instâncias.

Para acalmar os ânimos, houve intervenção de participantes do curso a fim de evitar que a discussão continuasse e não chegassem as vias-de-fato.

Folha do Reconcavo

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