Terça , 27 de Junho de 2017
 
Coluna de Itana Mangieri
 

Manifestaes e eleies uma a favor da outra !

Fico muito contente quando vejo que a população está se conscientizando que o “sistema de gestão pública” é corrupto, explora cidadãos, constrói obras de infra-estrutura com maquiagem lavável desperdiçando impostos pagos.

E acontecem cada vez mais manifestações ! Paralizações, reivindicações, greves, bloqueios, barricadas, passeatas ...

Sou a favor de todas. Só não compreendo por que algumas dessas ações agem com propósito oposto a que se reivindica, agravando o problema e “definindo-se” como pacíficas ...tipo:

- paralização em postos de saúde ou hospitais públicos (porque não agendar a data da paralização/reivindicação e não marcar nenhuma consulta e/ou exame neste dia, reservando-o somente para emergências e respeitando quem perdeu uma madrugada inteira, numa fila para conseguir uma senha, perdesse seu futuríssimo e longo dia de atendimento);

- manifestações para melhoria de infra-estrutura, qualidade de vida e mobilidade urbana (se fossem pacíficas mesmo, não interfeririam no direito de ir e vir e no fluxo de uma cidade).  Se for mesmo para interromper esse fluxo, que se interrompa o fluxo das “cabeças pensantes” desse sistema impedindo-os de entrar numa secretaria ou ministério seja da educação, saúde, segurança e infra-estrutura. Ou mostre a eles sua revolta na porta do trabalho deles ou não vote neles. Se há necessidade de mudança, então vamos mudar e arriscar. Mudar os governantes enraizados por cabeças pensantes novas.

Cidadão é aquele que se informa sobre as necessidades de sua cidade, bairro, condomínio, escola, hospital, posto policial e acompanha mudanças, interage, sugere.

Mas a maioria dos cidadãos não participa. Admiram um político, representante político ou candidato politico quando aparecem com falsas promessas e, quando as obras aparecem, revoltam-se, pois percebem, tardiamente, que foram iludidos.

Duas incoerências me chamam a atenção:

1 – durante qualquer manifestaçãoe/ou reivindicação popular não há presença e/ou aparição de políticos, partidos, representantes políticos e/ou candidatos políticos, mas essas ações revoltosas e públicas acontecem com frequência e antecedência às eleições. Em seguida, as redes sociais são invadidas de comentários, argumentos diferenciados,imagens e estatísticas com a quantidade de participantes nesses eventos. E, quantidade é como remédio: pode curar ou matar.

Até manifestações populares se tornaram comerciais com intuito de promover candidatos, pois estes se “apropriam” da causa usando-a como argumento de campanha e depois de eleitos, “pluft ! ... evaporam num passe de mágica”.

2 – Como alguém pode se sentir cidadão e exigir direitos sociais se só se permite ser tratado como cordeiro e eleitor de político ?

 

Publicado em 27/08/2014 ás 23:01

Leia Também
 

 
 
 
Empresa de Editorao de Jornais e Revistas Ltda-Me Todos os Direitos Reservados.
Rua do Pass, n 114, Andar 1, Centro- CEP: 43.805-090
Candeias - BA
Fone: 71- 3601-9220 / 71- 98633-1278 /
Email: folhareconcavo@gmail.com